Serotonina

PUBLISHED ON APR 12, 12047

Para Houaiss trata-se de uma “substância (C10H12N2O) encontrada nos tecidos e fluidos dos vertebrados e invertebrados, com propriedades similares às que possuem as drogas alucinógenas”. Várias pesquisas científicas vem demonstrando a estreita relação entre o equilíbrio de nutrientes e as complexas reações cerebrais. Alguns alimentos fornecem nutrientes importantes que participam da produção dos neurotransmissores, que são os mensageiros químicos que favorecem a comunicação entre as células do Sistema Nervoso. Três desses neurotransmissores estão diretamente relacionados ao humor: a serotonina, a dopamina e a noradrenalina. A serotonina, a noradrenalina e a dopamina, estão muito associados ao estado afetivo das pessoas e à auto-estima.

A serotonina, que nos interessa nessa enciclopédia da obesidade, é uma substância sedativa e calmante. Por isso ela é também conhecida como a substância “mágica” que melhora o humor de um modo geral, principalmente em pessoas com depressão.

É uma substância presente em todo sistema nervoso central, mas parece que nos obesos não está presente em quantidade suficiente no hipotálamo, o que explicaria o “distúrbio na saciedade”. Os níveis de serotonina são determinantes na quantidade que a pessoa come, sobretudo na ingesta de carboidratos e de doces. Sua atuação no apetite é muito importante porque é ela que controla a fome e principalmente a saciedade. Pessoas com níveis normais de serotonina ficam saciadas facilmente, principalmente quando comem doces.

É por causa da falta de serotonina que eu sempre disse que obesidade é a falta de comunicação entre o estômago e o cérebro…

A obesidade pode, entre outros fatores, estar relacionada com baixos níveis desse neurotransmissor. Uma alimentação pobre em carboidratos, assim como uma alimentação com excesso de proteínas, por vários dias, pode levar a alterações de humor e depressão. Sabemos muito bem que o caminho é o equilíbrio!

Pessoas deprimidas ficam angustiadas e acabam comendo mais do que devem e, engordam. Mas não se pode afirmar que a queda desses neurotransmissores esteja relacionada somente a fatores genéticos, acreditamos muito mais nas causas multifatoriais. Entretanto, sabemos que os exercícios físicos, principalmente os escolhidos baseados na preferência pessoal e no prazer de praticar estimulam a produção da serotonina.

Por tudo isso que vimos acima, cada vez mais, medicamentos que estimulam a produção de serotonina têm sido utilizados nos tratamentos que visam perda de peso.