Exercício Físico

PUBLISHED ON APR 16, 16047

Infelizmente fazemos parte de uma sociedade preconceituosa que considera o gordo um preguiçoso. Na verdade ele gasta muito mais energia do que o sujeito normal para praticar suas atividades do dia-a-dia. Há um volume maior a ser deslocado, sobretudo se levarmos em conta que há uma maior agitação psicomotora em função dessa busca pela satisfação. Na verdade o excesso de peso tira a disposição física e psíquica do indivíduo, além de provocar lesões articulares ou dores excessivas e cansaço. Muitos obesos tem péssima qualidade de sono, o que os coloca sempre sonolentos ou irritadiços em suas atividades e contatos diários. Geralmente são pessoas que já fizeram uso excessivo de inibidores do apetite, e carregam resquícios depressivos e ansiosos que aparecem também no humor. São indivíduos discriminados e alvo de piadas, olhares e comentários. Além disso, o exercício físico é visto dentro de um programa de perda de peso, ou como castigo por ter comido, ou como sacrifício que não apresenta resultado satisfatório.

Os exercícios físicos podem ser classificados como aeróbicos e anaeróbicos. Os aeróbicos (andar, correr, nadar, pedalar ou dançar) são aqueles nos quais a energia é gerada pelo consumo de oxigênio no organismo, melhorando o condicionamento cardiovascular. Eles são os responsáveis pela eliminação de calorias, ajudando na prevenção do infarto e do derrame cerebral. Os exercícios anaeróbicos (musculação) são aqueles nos quais há produção de energia sem oxigênio, aumentando a massa magra corporal, ou seja, tudo aquilo que não é gordura, ajudando a definir as formas corporais e promovendo a aceleração do metabolismo. Nesta caso, a queima calórica acontece durante e depois do exercício físico.

O obeso precisa identificar no exercício físico fonte de endorfina. Esta é uma substância natural que o próprio organismo produz quando praticamos exercícios físicos dentro de um limite saudável. É uma espécie de morfina natural que interage com a serotonina, que produz a sensação de bem-estar (neurotransmissor envolvido na depressão e em outros quadros psíquicos). Deste modo, o exercício físico pode também ser considerado como um “medicamento” para a depressão.