Endorfina

PUBLISHED ON APR 16, 16047

A endorfina é um neurotransmissor, assim como a noradrenalina e a dopamina. É uma substância química utilizada pelos neurônios na comunicação do sistema nervoso. Sua denominação se origina das palavras endo (interno) e morfina (analgésico). As endorfinas foram descobertas em 1975. Trata-se de uma substância natural produzida pelo cérebro em resposta à atividade física, visando relaxar e preservar-nos da dor proporcionando enorme prazer. Diferentemente de outras drogas, é produzida pelo próprio organismo e realmente dá prazer, despertando uma sensação de euforia e bem estar, e por isso sua maior produção está associada à saúde.

O que as endorfinas fazem no nosso corpo? Melhoram a memória, o estado de espírito (bom humor), aumentam a resistência, aumentam a disposição física e mental, melhoram o sistema imunológico, bloqueiam as lesões dos vasos sanguíneos, têm efeito antienvelhecimento e last but not least, aliviam as dores.

Atualmente sabemos que a endorfina é produzida na hipófise e liberada para o sangue juntamente com outros hormônios como o GH (hormônio do crescimento) e o ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) que estimula a produção de adrenalina e cortisol. Além do seu efeito analgésico, acredita-se que as endorfinas controlem a reação do corpo à tensão, regulando algumas funções do sistema nervoso autônomo como as contrações da parede intestinal e determinando o humor.

É em resposta ao prazer que o cérebro produz a endorfina… O sexo faz com que o cérebro libere endorfina, proporcionando prazer e leveza

A endorfina é vista pelos médicos também como uma espécie de morfina produzida pelo próprio organismo. Ela atua no sistema nervoso, numa área conhecida como via do prazer, produzindo a sensação de bem-estar e anestesiando a musculatura.

Além da prática de exercícios ser um momento em que deixamos de lado a nossa rotina e o stress diário, a produção de endorfina pela prática de exercícios trás sensações de prazer e libertação. O poder da endorfina mostra-se presente no momento em que um atleta atinge seu limite físico numa prova, mas o supera, quebrando barreiras.

No geral, a liberação de endorfina depende das características da atividade física que estamos praticando. Entretanto, como se trata de um mecanismo provocado pela adaptação do corpo ao exercício, ela vai sendo liberada gradualmente desde o início da atividade. Em determinado momento, porém, atinge um limiar de produção que a torna perceptível e surge a sensação de bem-estar que persiste mesmo depois de terminado o exercício. No entanto, para que isso aconteça, é importante que a atividade seja agradável. Ninguém libera endorfina se estiver sofrendo enquanto faz uma atividade física. O exercício físico libera, no cérebro, essas substâncias que proporcionam essa sensação de bem-estar, que são causadas pelas endorfinas, neuromediadores ligados à gênese do bem-estar e do prazer. Por ser um potente liberador de endorfina, o exercício físico cria a boa dependência, quando praticado regularmente e faz falta como faria qualquer outra substância associada ao prazer.