Ampulheta

PUBLISHED ON APR 16, 16047

Essa era a figura que espelhava o desejo masculino e o objetivo a ser seguido pelas mulheres. De acordo com a historiadora Mary Del Priore, no século passado, as elegantes possuidoras de um corpo-ampulheta eram verdadeiras construções trabalhadas por espartilhos e anquinhas capazes de comprimir ventres e costas, projetando seios e nádegas. Aos poucos, ao longo do século XIX as pesadas matronas de Renoir são substituídas pelas sílfides de Dégas e a nova norma estética transforma os corpos femininos exigindo que emagreçam e endureçam, ou seja, masculinizando o corpo feminino, e deixando a “ampulheta” para trás.